quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vamos marcar um dia?

Pra ler ouvindo. Banda do mar - Vamo embora. Se você não gostar, eu saio. Se gostar, eu fico. Se eu ficar, eu moro. Se eu morar, unidos. Se eu não gostar, eu saio. Se eu sair, te levo. Se eu te levar, pra sempre. Se pra sempre, sorrio. Vamos marcar um dia pra eu te contar como eu vejo o mundo? Sou especialista em achar as coisas, pois de base tenho algumas experiências e alguns filmes. Mas vai que você pega gosto pelo jeito que eu vejo? E de carona pega gosto pelo jeito que te pego. Vai que. Também quero saber como você vê as coisas. Estou empolgado em imprimir suas palavras pra levar no bolso e me lembrar que o meu não é o único jeito de ver a vida. Se der certo, eu vibro. Se não der certo, eu guardo. Se eu guardar, pra sempre. Se pra sempre, unimos. Vamos marcar um dia pra me contar de você? Quando souber, me fala o dia, aí eu já reservo minutos da minha vida pra dar atenção à sua. Quem sabe se fará um ensaio do que lá na frente vamos rir e suspirar sobre a presença um do outro, ainda que em pensamento, em pelo menos 1 minuto das 24 horas do nossos dias. Quero te ouvir. Aí você vai poder falar sobre qualquer coisa. Me interessa saber o que você chama de coisa. Tipo, eu chamo de coisa o dia que o céu tá cheio de nuvem. Não é uma coisa linda? Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; minha coisa é minha coisa, sua coisa é outra coisa. Vamos marcar um dia pra gente visitar o futuro? Acho que ele ia gostar da nossa visita. Até porque ele mora tão perto; o futuro mora logo ali no próximo segundo. Proponho um plano pra esse momento: você chega contando um motivo pelo qual a gente coloca sorriso no rosto um do outro e eu chego com taças e alguma bebida pra celebrar o segundo. Pode ser? Tem que ser coisa rápida, pois um minuto vivendo no futuro é um minuto esquecendo do presente. Vamos marcar um dia pra gente não marcar nada? E se esse dia for agora? Acho que vou te ligar pra dizer como você me faz bem. As pessoas precisam saber o bem que fazem umas as outras. Eu gosto de contar quando alguém me faz um bem. Tem gente que diz que me apresso demais assim, mas tem hora certa pra gente receber notícia boa? Eu conto pra compartilhar, não pra contratar. Não é algo que assegure a presença desse alguém na minha vida: “Oh, agora que sabe o quanto me faz bem, trate de nunca mais sair dos meus dias!”, bobagem. Trata-se de uma maneira de reconhecer e inspirar quem já faz bem a fazer ainda mais. Se melhorar, melhora. Vamos marcar um dia pra eu entrar na sua vida? Prometo não reparar na bagunça. Eu não sou diarista, mas posso te ajudar a limpar alguns dias. Não dá pra garantir que eu consiga isso, porém, não vai ser por falta de tentativa. E aí a gente pode marcar sorrisos na vida um do outro. A gente pode marcar boas lembranças. Melhor marcação. A gente pode marcar também mais chocolates na lista de compras. Eu ia ficar feliz em te ver feliz por um momento que te marquei. Então vamos marcar um dia pra eu entrar na sua vida? Se você não gostar ou não for do jeito que gostaria, eu saio. Se eu não gostar ou não for do jeito que eu eu gostaria, eu saio. Mas antes de eu sair a gente poderia marcar um dia pra eu entrar na sua vida.

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