terça-feira, 2 de outubro de 2012

- Quando dizer "Eu te amo" ♥

Tenho sérios problemas com a frase “eu te amo“. Até alguns poucos anos atrás, evitava dizê-la até para meus pais depois deles brigarem comigo! rs. É como se algo dentro de mim sempre travasse a fala e me fizesse realmente pensar antes de soltar uma frase que costuma causar tanto efeito. E nesse espaço de tempo onde o sorriso amarelo dá margem ao pensamento, ter certeza se quer realmente dizer aquilo, as pessoas se frustram. Em diversas situações me senti constrangida, soltando desde “obrigada” à silêncios mais obscuros que a profundeza de almas sem coração. Sabe, eu tenho um coração. E até gosto de expor meus sentimentos; mas os anos me tornaram cética demais para banalizar as coisas. Eu não consigo acreditar no amor como algo complexo, sem freio, sem nexo e sem definição: prefiro simplificar tudo, fazer dele algo leve e calmo. Nesse caso, quando sair um “eu te amo” de minha boca, ele veio na verdade do meu coração. Ele quis dizer de uma vez só, todas as maneiras que eu sei dizer que gosto e quero aquele alguém por perto o máximo de tempo possível que aguentarmos um ao outro. Não banalizar os sentimentos e frases fortes faz a vida ainda valer à pena. Faz mostrar na hora certa a real importância e intensidade do que se sente. Dizer “eu te amo” se tornou um problema quando todo mundo passou a dizê-lo. Que importância tem algo dito com a frequência de “eu quero dois pães, por favor”? Sou a favor de repensarmos nossas intensidades. Talvez a necessidade de atenção e amor instantâneo tenha nos tornado em pessoas “miojo”, prontas para amar a cada três minutos. Que eu te amos sejam ditos apenas quando borboletas falarem mais alto no estômago, e o coração mande impulsos de quase perder o ar para o resto do corpo. No meu mundo, frases fortes e sentimentos extremos devem ser demonstrados em situações onde estejamos muito perto de chorar de alegria. Porque o choro é o corpo explodindo em emoção sem precisar de palavras: é o sinal que sentimos algo tão forte que não dá pra segurar.Como um “eu te amo”. Beijos, Camila Ribeiro