sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Recado Sincero De Uma Mulher Que Só Quer Sexo e Nada Mais

Garoto, você tem que ir. Não é nada pessoal. Bem, na verdade é. Mas é comigo. Não há nada de errado em você. Mas eu não costumo passar uma noite inteira com alguém. Tenho insônia diante da cama dividida. Por favor, me entenda. Você transa maravilhosamente. Sei que estamos nessa há umas três semanas e eu até agora não respondi romanticamente nenhum de seus SMS. Mas eu não quero me envolver além do corpo, sabe? Não é para dormirmos de conchinha. Não quero dividir casquinhas de sorvete, presentes comuns ou travesseiros. Não é para eu conhecer a sua mãe e ouvi-la dizer todas as coisas que você gosta e ver as suas fotos de infância na qual você dançava quadrilha de chapéu e bigode pintado. Não quero conhecer o seu pai e vê-lo te olhar com cara de aprovação pelo “belo trabalho”. Não quero que você conheça a minha família, também. Eles te perturbarão com mil perguntas que tenho certeza que não está disposto a respondê-las. Então, pegue tuas coisas na sala e durma em sua casa, por favor. Qualquer dia eu te ligo e a gente se vê para fazer alguma coisa carnal. Nada de cinemas, teatros, passeios no shopping ou coisas assim. Andar de mãos dadas me sufoca como apertar diretamente a minha jugular. Relacionamentos cada vez mais acabam cedo. E o que restará para mim é um coração machucado e tuas camisas em meu armário. Não quero, sabe? Não quero ter que saber se você esta me traindo ou não. Se seus amigos gostam de mim ou não. Não quero ter uma música romântica que cisma em tocar em qualquer lugar e eu me alegre por lembrar de você. Não quero encontrar fios do teu cabelo em meu travesseiro e sorrir como uma boba. Não quero encontros no meio do dia que me deixarão com seu perfume impregnado em mim durante o dia todo. Não quero beijos naquele museu interessante porque eu quero poder ir lá sozinha e não lembrar de você. Não quero sentir saudades quando você se atrasar para chegar em casa. Não quero andar no teu carro e ver você colocar a mão na minha coxa esquerda enquanto dirige e isso me parecer o cinto de segurança mais perfeito do mundo. Não quero chorar quando for se cansar de mim de ir embora. Não quero canecas, nem chás. Não quero que você venha cuidar de mim quando estou gripada. Nem que venha com milhões de piadas e me fazer brilhar os olhos quando eu estiver menstruada. Não quero fotos, cartões, chocolates. Nada disso. Nosso mundo é este colchão aqui e só. Portas abertas e corações fechados. Segue teus dias, que sigo os meus. A gente se vê. Ou não.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

do começo não dá pra enxergar o fim.

Vai durar o necessário. Talvez não tanto quanto eu gostaria. Talvez não tanto quanto você gostaria. Eu nem sei quem é você ainda. Você nem faz ideia de que eu sou. Vai durar algum tempo, sei lá quanto. Algum tempo. E que diferença faz saber agora? O medo de viver o fim atrapalha a gente de viver o começo. O que você vai fazer se eu acordar amanhã achando graça em outro sorriso? O que eu vou fazer se você acordar amanhã não querendo mais me responder no chat? São perguntas que a gente não precisa da resposta agora. Enquanto eu tiver disposta a continuar tendo você na minha vida, vou te ter. Eu não quero saber quando a gente vai terminar e como vai ser! Eu não quero ter que pensar na possibilidade da sua companhia deixar meus dias! Eu quero um espaço na sua vida pra eu encostar a minha. Nossa história não envolve nada além um do outro. E as datas de validade só servem para acelerar o consumo. Eu quero viver devagar. MAS CARALHO E DAÍ QUE ISSO TUDO PODE TERMINAR NO PRÓXIMO FIM DE SEMANA? Eu cansei de viver com medo das coisas, das pessoas, do que eu sinto com medo de mim mesma! Que absurdo é eu sentir medo do que eu SINTO! Cansei de ter que obedecer jogos e jeitos de lidar, cansei de ter que pensar, eu cansei do jeito que as pessoas querem que eu viva a vida; do jeito que eu mundo quer que eu viva a minha própria vida! Eu quero viver do jeito que eu penso ser certo e nesse meu jeito você está presente. Hoje, amanhã eu não sei. Hoje é a sua boca a próxima que eu quero beijar! É o seu corpo o próximo com quem eu quero deitar. É o seu número de telefone o próximo que eu quero ligar. É a sua companhia a próxima que eu quero pra me acompanhar. É a sua mão a próxima que eu quero dar à minha. Amanhã isso tudo pode parecer só mais um sonho e a gente pode acordar. Amanhã você pode não querer mais olhar na minha cara simplesmente porque entendeu que eu sou menos do que imaginava na sua vida. Vai ver você me delete das redes sociais, delete meu número do celular, pare de falar comigo, pare de me deixar morar em um só dos seus milhões de pensamentos. Isso tudo pode acontecer e não só com você, comigo também! Eu posso voltar pro meu ex, eu posso sentir tanta saudade do meu passado a ponto de tentar reviver e acabar sozinha. Eu posso me perder numa tentação qualquer, num charme disfarçado de desejo. Pode acontecer um monte de coisas, mas eu não quero pensar em nenhuma delas agora! Eu quero pensar em você. Eu quero pensar que hoje é em você que lembro quando me perguntam se tenho alguém, mesmo não te tendo ainda direito. É o seu nome que eu gosto de incluir em conversas que posso te encaixar. É da sua saudade que eu gosto de me inspirar ao repetir refrões. É do seu perfume que eu quero deixar minhas roupas impregnadas. EU QUERO QUE SE FODA SE AMANHÃ A GENTE VAI ATRAVESSAR A RUA AO SE ENCONTRAR. Eu estou muito ocupada pensando numa maneira de conseguir colocar mais um sorriso no seu rosto ainda hoje. Ando muito ocupada te mandando links pra te entreter durante o dia no trabalho. Ando muito ocupada te marcado em fotos engraçadas do instagram, em textos legais dos blogs, em indiretas sobre coisas pra gente fazer no fim de semana nas páginas de agendas culturais. Ando muito ocupada distribuindo maneiras de te provar que você é especial pra mim, que eu gosto de ter na minha vida, gosto de ouvir a sua voz e tenho tentado gostar até dos programas que só você gosta. Eu gosto de quem eu sou quando estamos juntos. Eu só não quero me ver refém do medo. Só não quero ter que calcular meus passos e medir o jeito que eu sou pra tentar ser menos eu ou ser eu na hora certa. Eu não quero controlar a única coisa incontrolável na minha vida: o meu coração. E eu não vou. Não estou nem aí se isso vai me fazer quebrar a cara, se já dá pra me ver beijando o chão de tão grande a queda, eu não quero pensar no fim se nem comecei a viver o início ainda. Eu só sei que quero você comigo o tempo que a gente se bastar. Eu quero que dure o quanto deve durar.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Vamos marcar um dia?

Pra ler ouvindo. Banda do mar - Vamo embora. Se você não gostar, eu saio. Se gostar, eu fico. Se eu ficar, eu moro. Se eu morar, unidos. Se eu não gostar, eu saio. Se eu sair, te levo. Se eu te levar, pra sempre. Se pra sempre, sorrio. Vamos marcar um dia pra eu te contar como eu vejo o mundo? Sou especialista em achar as coisas, pois de base tenho algumas experiências e alguns filmes. Mas vai que você pega gosto pelo jeito que eu vejo? E de carona pega gosto pelo jeito que te pego. Vai que. Também quero saber como você vê as coisas. Estou empolgado em imprimir suas palavras pra levar no bolso e me lembrar que o meu não é o único jeito de ver a vida. Se der certo, eu vibro. Se não der certo, eu guardo. Se eu guardar, pra sempre. Se pra sempre, unimos. Vamos marcar um dia pra me contar de você? Quando souber, me fala o dia, aí eu já reservo minutos da minha vida pra dar atenção à sua. Quem sabe se fará um ensaio do que lá na frente vamos rir e suspirar sobre a presença um do outro, ainda que em pensamento, em pelo menos 1 minuto das 24 horas do nossos dias. Quero te ouvir. Aí você vai poder falar sobre qualquer coisa. Me interessa saber o que você chama de coisa. Tipo, eu chamo de coisa o dia que o céu tá cheio de nuvem. Não é uma coisa linda? Mas uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa; minha coisa é minha coisa, sua coisa é outra coisa. Vamos marcar um dia pra gente visitar o futuro? Acho que ele ia gostar da nossa visita. Até porque ele mora tão perto; o futuro mora logo ali no próximo segundo. Proponho um plano pra esse momento: você chega contando um motivo pelo qual a gente coloca sorriso no rosto um do outro e eu chego com taças e alguma bebida pra celebrar o segundo. Pode ser? Tem que ser coisa rápida, pois um minuto vivendo no futuro é um minuto esquecendo do presente. Vamos marcar um dia pra gente não marcar nada? E se esse dia for agora? Acho que vou te ligar pra dizer como você me faz bem. As pessoas precisam saber o bem que fazem umas as outras. Eu gosto de contar quando alguém me faz um bem. Tem gente que diz que me apresso demais assim, mas tem hora certa pra gente receber notícia boa? Eu conto pra compartilhar, não pra contratar. Não é algo que assegure a presença desse alguém na minha vida: “Oh, agora que sabe o quanto me faz bem, trate de nunca mais sair dos meus dias!”, bobagem. Trata-se de uma maneira de reconhecer e inspirar quem já faz bem a fazer ainda mais. Se melhorar, melhora. Vamos marcar um dia pra eu entrar na sua vida? Prometo não reparar na bagunça. Eu não sou diarista, mas posso te ajudar a limpar alguns dias. Não dá pra garantir que eu consiga isso, porém, não vai ser por falta de tentativa. E aí a gente pode marcar sorrisos na vida um do outro. A gente pode marcar boas lembranças. Melhor marcação. A gente pode marcar também mais chocolates na lista de compras. Eu ia ficar feliz em te ver feliz por um momento que te marquei. Então vamos marcar um dia pra eu entrar na sua vida? Se você não gostar ou não for do jeito que gostaria, eu saio. Se eu não gostar ou não for do jeito que eu eu gostaria, eu saio. Mas antes de eu sair a gente poderia marcar um dia pra eu entrar na sua vida.

Vocês estão estragando tudo!

Leia Ouvindo: Stebam - Pra ser É difícil ter que continuar nadando nesse mar de gente sem coração. É por isso que cada vez mais a gente vê tantas pessoas desacreditando sobre os mais bonitos sentimentos dessa vida. Talvez seja por isso também que os refrões de mais sucesso são os de dor. Vocês estão estragando tudo! Esse negócio de entrar na vida de uma pessoa, ajudando a fazer com que 1 minuto se transforme em uma vida inteira, e depois sair dessa mesma vida sem mais nem menos, não é algo que se recomende pra ninguém. Parece que ninguém mais se importa com ninguém. As pessoas estão deixando de ser pessoas para se tornarem copos plásticos, daqueles que você usa e depois joga fora sem pensar duas vezes. A metáfora pode ser pobre mas nem por isso menos certeira. Dizer que gosta de alguém se tornou motivo pra se afastar e não pra se aproximar; parece ser a pior coisa a se ouvir, parece que cria-se então um escudo ou algo do tipo “não me venha com essa história”. Aí vem gente que diz “calma, já sofri demais e não quero passar por isso de novo” e essa reação soa como uma vingança em outra pessoa que nem tem culpa de nada, e que até que prove o contrário, é só mais uma pessoa tentando ser feliz com alguém. Confessar felicidade pela volta dos sorrisos, todos dedicados à alguém especial, também não é algo para se comemorar, é algo para prejudicar, para colocar por terra todos os planos. O que vocês querem da vida então? Não dá pra perceber na segunda palavra que a pessoa está abrindo a vida pra você entrar? Não tem como dizer pro coração: “goste um pouco mais devagar”. Quem consegue esconder que está gostando? Por quê então fazem tão pouco com o muito que tanto fazem por vocês? Vocês estão estragando tudo! É mais fácil conhecer uma pessoa que tem uma história triste pra contar do que uma feliz pra inspirar. E isso é culpa de vocês! Isso é culpa de vocês que não sabem o que querem, que trocam de opinião como trocam de roupa, que passam de um amor pro outro com se fosse uma baldeação no metrô. A vida não é só de vocês que agem dessa maneira, não mesmo! Um beijo é feito por duas bocas, que fazem parte de duas pessoas, onde cada uma tem um coração e uma reação diferente, onde cada uma aproveita de um jeito diferente. Isso significa que tudo o que você fizer que tenha relação com outra pessoa terá efeito nessa outra pessoa. A língua portuguesa resume isso em uma palavra: respeito. O olho no olho depois de um beijo é o passaporte para fazer as malas e se mudar para dentro da vida da pessoa. Mas por quê vocês estão estragando tudo, então? Por quê vocês inventam tantas histórias como se lidassem com crianças recém nascidas? “Ah, porque eu não quero te ver mal”. Que saco, quanto mais você faz algo que não é sua vontade para não ver a pessoa mal, mais mal você está fazendo à ela. Se a sua vontade é ir embora e nunca mais telefonar, que seja dito isso e não algo do tipo: “Acho que você gosta mais de mim do que eu de você!”. Esta é uma das piores coisas a se ouvir! Não se vive uma história pela competição, se vive pelo coração. É este coração que diz o quanto está gostando, o quanto está fazendo bem; ele que diz o tamanho da vontade de planejar coisas e incluir alguém nesses planos. Não existe essa merda de história de alguém gostar mais que outro alguém, as pessoas gostam diferente, de jeitos diferentes, umas demonstram mais e outras menos. O que existe é o fim das coisas. Por mais cruel que seja. Existe o fim da vontade de continuar, de ligar, de perguntar se está tudo bem, de dizer que chegou em casa, de dizer pra onde está indo. Existe o fim, é isso, existe o fim, não existem desculpas, existe o fim das coisas. “Ah você é uma pessoa perfeita, o problema sou eu e não você!” Mas é claro que o problema está em vocês que dizem uma coisa dessas! Ninguém é obrigado a gostar de ninguém e nem existe um contrato com data de validade das histórias, mas existem as pessoas reais que mergulham e vivem cada segundo construindo momentos incríveis, momentos dos dois, momentos da história dos dois. Também não existe ninguém perfeito. Nem dá pra falar que existe quem erra menos, porque voltamos na questão da competição. Mas existem erros e acertos, didaticamente dessa maneira. Custa falar que cansou e que não quer mais? Custa ser real pelo menos na hora do tchau? O que não dá pra entender é como vocês inventam coisas pra justificar a real vontade de vocês! A vontade de não machucar só machuca mais. A mentira pra esconder só traumatiza mais. A preocupação em manter uma amizade só diminui as chances disso se tornar verdade. Vocês estão estragando tudo! Vocês e essas desculpas e esse jeito de lidar com as pessoas; jeito de lidar com o que as pessoas sentem. “Ah, mas você é sentimental demais, por isso fica mal assim!” É ISSO! Vocês precisam aprender que as pessoas não são iguais à vocês. Existem as que vão sofrer e vão chorar sangue com o fim de uma história, assim como existem as que vão sair pela porta sem olhar pra trás. O que não deve existir é essa falta de respeito de vocês para com todas as outras pessoas do mundo. Valorize quem quis te dar um beijo, poderia ser qualquer outra pessoa, mas você foi a escolhida. Valorize quem te pede pra avisar se chegou bem em casa, poderia ser uma preocupação para qualquer outra pessoa, mas é por você. Valorize quem transa com você e te entrega o corpo, poderia ser pra qualquer outra pessoa, mas é com você. Valorize quem te pede desculpas, poderia ser qualquer mentira, mas é uma desculpa pra você. Que saco, valorize quem diz que gosta de você, poderia gostar de qualquer outra pessoa, mas gosta de você. É tudo uma questão de valorizar o que realmente importa nessa vida: o coração das pequenas coisas; a origem. Ao invés de ver possessividade no pedido de “me avisa quando chegar”, veja como alguém que se preocupa. Ao invés de ver como quem reclama demais as conversas tipo “você parece distante, não me manda mais mensagem” veja como alguém que está tentando melhorar a vida dos dois. Vocês, vendo com esses olhos egoístas, só estão estão estragando tudo! Quem somos é tudo o que temos nesse mundo. E por isso, somos responsáveis em fazer desse mundo algo melhor na medida do possível. Existe amor dentro das pessoas, sabiam? Que vocês um dia percebam isso e parem de olhar só para os próprios umbigos e percebam que estão estragando tudo, antes que seja tarde demais. Vocês estão matando o que de melhor nós temos: nosso coração.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

- lindas são as mulheres inteligentes!

"Mulheres gostam de verdades. Mas não acreditarão fielmente de que teu celular estava sem bateria, de que teus amigos gostam dela ou de que tua ex-namorada não significa mais nada para você. Mulheres gostam de maquiagens sutis e cabelos bem lisos. Mulheres têm olhos angelicais e diabólicos. Ambos funcionarão com você. Ambos te levarão ao céu ou ao inferno. Mulheres são péssimas motoristas. Mas são ótimas condutoras. Mulheres que não bebem são boas. Já as que bebem são ótimas. Mulher anda como quem desfila. Como quem grita por aí tua tendência a ser Miss quarteirão de todos os anos. Melhor do que perfume caro é cheiro de banho tomado. E, também, o cheiro da pele suada que empresta sua essência às camisolas mais leves. Melhor do que vestidos da moda são as nossas blusas sociais mais sortudas - aquelas que por algum motivo foram esquecidas na segunda gaveta e agora faz parte do cabide principal feminino. Melhor do que cabelos alisados é rabo de cavalo ou fios inteiramente despenteados. Mulher deve dormir encolhida e acordar quase te expulsando da cama. Mulheres que xingam são mais atraentes. Mas não xingue como um ser depravado. Mulher tem que ter pudor para saber como não tê-lo nas horas certas. Mulher não precisa saber cozinhar. Mas cabem algumas tentativas frustradas. As bonitas que me desculpem, mas lindas são as mulheres inteligentes. Mulher tem que ser interessante, mas nunca interesseira. Imperfeições são sempre bem-vindas. Uns centímetros a mais na cintura. Uns dedos dos pés assimétricos. Um nariz fino demais para teu gosto. E uma bunda pequena demais para os padrões brasileiros. Mulher tem que ter peito. E seios também. Mulher tem que se fantasiar de homem turrão, vez em quando, mas nunca se esquecer de lacrimejar num filme bobo – mesmo que seja assistido pela décima oitava vez. Mulher tem que saber falar eu-te-amo e eu-quero-transar. Mulheres gostam de perfumes, ciúmes e gargalhadas. Mas odeiam cócegas. Cócegas a deixam vulneráveis. Mulheres gostam de toque, de voz ao pé do ouvido e de carinhos no lóbulo da orelha. Se uma mulher gosta de você, você estará lindo com tua camisa mais cara ou com tua jaqueta mais brega. Mulheres são mães e filhas. Mas nunca a trate como você se fosse seu pai. Mulheres gostam de igualdade. Mulheres são inocentes com aqueles pseudo-amigos que – no fundo, no fundo – querem roubar seus beijos. Não discuta. Nem tente ensiná-la a maldade que passeia pela cabeça de alguns meninos. Apenas aceite que a mulher que te acompanha é o sonho de consumo de vários outros por aí – nunca se esqueça disso – essa é a lição mais importante que você tem que aprender".

quarta-feira, 30 de abril de 2014

te amo.

"Mas não diz eu-te-amo assim, cuspido ou sem fundamento ou por não saber o que falar. Diz que teve saudades quando sentiu meu perfume em alguma moça por aí, que lembrou de mim ao ouvir aquela canção da Mallu sobre o batom vermelho e que a moça do filme "O lado bom da vida" é doida como eu. Diz que te faço feliz, também, e aí sim acreditarei em eu-te-amo ou coisa assim."

não-é-nada-demais

"Tudo bem, essas merdas acontecem. Mas não grite comigo o tanto que pode. Tenho um problema em mim que quanto mais alto é o tom, mais eu me fecho em silêncio. E não adianta me pedir calma, dizer isso-é-TPM, falar não-é-nada-demais, mas-por-que-você-está-triste-assim?. Porque, no fundo, no fundo, se algo é capaz de me tirar do sério é porque pra mim aquilo é a coisa mais importante do mundo. Pode não ser pra você, tudo bem. Mas sabe quando o teu time perde com um jogador a mais e mesmo assim tomou um gol roubado no finalzinho da partida? Então, pouco me importa se o camisa nove italiano bonito estava impedindo ou não. Mas você fecha a cara e termina com o nosso domingo logo cedo, antes das oito da noite, e faz um luto besta por menos três pontos do maldito teu time listrado. Eu poderia falar calma, não-é-nada-demais, você-não-está-ganhando-nada-com-isso. Mas, você sabe, mulheres não tentam entender muito o motivo do seu nervosismo quando sabemos que não é nada com a gente. Só ficamos por ali, inventando coisas para te entreter até você voltar a ser aquele cara espontâneo e divertido que tanto amamos. O amor é assim: se a gente for tentar entender tudo ficamos como um psicólogo chato recheado de perguntas sem respostas."

sexta-feira, 11 de abril de 2014

- invente novas regras

"Eu devo pedir desculpas por ter rido na tua cara quando você falou aquela palavra: casamento. Você me perdoa? Casamento me assusta mais do que a Samara, daquele filme de terror, sabe? Mas não pense que eu não tenho percebido toda a tua vontade em se tornar o homem da minha vida. Em troca disso, eu vou te dar algumas dicas, tá? Papel e caneta em mãos porque não é sempre que te contarei meus segredos. Se você quiser ser o homem da minha vida, não me dê flores, chocolates, ursinhos de pelúcias ou afins. Me dê cartões. Escreva coisas estúpidas e bobas que me farão rir como uma criança. Depois disso, compre flores, chocolates e ursinhos. Você pode me dar um helicóptero todo rosa pink, com minhas iniciais na porta, mas se não tiver um cartãozinho surpresa com teus garranchos em algum lugar, não será a mesma coisa, entende? Use uma calça velha e uma camisa manchada pela casa. Deixe a barba crescer até irritar meu queixo. Ria dos meus dedos dos pés. Seja elogiado por algumas vacas em rede social. Me jure fidelidade, mas pareça olhar outras mulheres quando estivermos de mãos dadas por aí. Eu preciso estar desconfiada. Preciso que você suma, vez ou outra, sem me avisar. Preciso que você falhe comigo e me peça perdão. Eu sou uma mulher cheia de dúvidas. E quantos mais as dúvidas forem sobre você, mais você reinará em meu pensamento. Se você quiser ser o homem da minha vida, seja meu pai, de vez em quando. Me dê broncas para tomar remédios e me coloque pra dormir em teu peito. Eu gosto de carinhos no lóbulo da orelha e massagens da nuca. E, por favor, me deixe ser tua mãe também. Vou querer ter o poder de te fazer vestir um casaco em dia frio e de te fazer curativos quando você se ralar todo no futebol de terça. Por falar em futebol, nunca me leve para ver você jogar com teus amigos. Me deixe em casa, me questionando se você realmente está ou não com um monte homens correndo atrás de uma bola. Não me ligue perguntando se pode dormir comigo. Me envie um SMS às 2h da manhã dizendo que está na minha porta. Não abaixe a tampa da privada. Não tire as tuas cuecas do chão do quarto. Não me deixe ver novelas sem dizer que está passando o seu programa de esportes favorito em outro canal da TV fechada. Mas me faça surpresas românticas, também. Faça sexo comigo. Me chame de algum nome chulo, mas deixe escapar um te-amo em algum momento da transa. Fale palavrões perto da minha mãe. Apareça sem camisa quando minhas amigas estiverem em casa. Fique bêbado com teus amigos na sala. Esqueça nosso aniversário de namoro. Adoro ver tua cara de surpresa ao receber um presente sem ter o que dar em troca. Não me deixe fumar mais do que três cigarros. Mas não me perturbe para não beber tanta tequila. Me faça cócegas. Receba uma ligação de alguma ex-namorada no meio de uma discussão de relacionamento nossa. Me deixe cortar as tuas unhas e reclame de dor quando eu for espremer tuas espinhas. Me chame de minha-mulher na frente dos meus amigos só para demonstrar o teu lado possessivo-cuidadoso. Se você quiser ser o homem da minha vida, insista. Saiba que quando eu disser Ok-você-quem-sabe, quero dizer: “Não”. Quando eu disser “Talvez”, quero dizer “Não”. E quando eu disser: Não-estou-com-ciúmes, eu estou dizendo: “Claro, porra!”. Mas insista. Me roube beijos no auge das minhas crises e me coloque para dormir quando eu não tiver mais o que falar. E não se esqueça de sempre me dar novos motivos para querer dormir com você mais e mais noites. Se você quiser ser o homem da minha vida, invente novas regras."

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

você dormindo...

E os primeiros raios de luz do dia que entram pelas frestas da janela já não incomodam quando você está ao lado. Porque é você quem está ao lado. Você, que geralmente dorme à minha esquerda, hemisfério corporal onde, dizem os especialistas, mora o coração. E então, por um momento, tudo parece fazer sentido. Foi essa a sua mandinga pra entrar no meu coração e pra, de quebra, tomar conta da minha cabeça e transbordar a minha vida. Não adianta negar. Foi essa a tática infalível pra que eu abrisse a porta da minha casa, o fecho do meu sutiã e incontáveis sorrisos de mais de oito graus na escala Richter. Te olho dormindo. De bruços, os braços estendidos para cima e o rosto levemente virado para o lado. A respiração calma e silenciosa, como se você descansasse numa daquelas paisagens bonitas que a gente só vê em filme. As costas discretamente torneadas, como se cada músculo não fosse fruto de mais do que um esforço cotidiano. A boca perfeitamente cerrada, como se aqueles lábios grudados guardassem o segredo da criação do mundo. E é inevitável eu me perguntar como cabe tanta beleza num corpo tão gostoso. Tão compacto, tão discreto, tão sutil. Tão moreno. Não tão diferente do meu, que nunca entendeu direito aquele tal de “menos é mais”. Tão menos e que consegue ser tão mais. Você, meu amor, saiu de uma pintura renascentista. Só pode ser isso. Você fugiu do teto da capela Cistina direto para os meus lençóis. Ciao, Michelangelo. Porque aqui a vida é mais feliz. Tem travesseiro macio, embora você o dispense todas as noites. Tem cobertor, embora o meu calor lhe seja mais convidativo. E tem o meu corpo quente – ah, esse você não troca por nada. Só por uns minutinhos de sono a mais quando é ainda dia de semana. E sabe que eu até gosto? Porque nada me recompõe tão bem quanto saber que você está em paz. Que nenhum pesadelo feriu sua madrugada. Que os monstros que, um dia, talvez, tenham dormido embaixo da sua cama, foram embora pra nunca mais. Que o universo conspira a favor de nós. E que eu passaria noites inteiras velando o seu sono. Eu, então, me aproximo para deixar um beijo no seu rosto inerte. E é inevitável não sentir o seu cheirinho doce. Um cheiro meio de flor, meio de fruta. Um cheiro que os franceses procuram até hoje – em vão – pra confeccionar a fragrância mais esperada de todos os tempos. Um cheiro de pecado que só se cala no meu pH ácido. E eu me pergunto como você acorda sem o característico bafo matinal de quase 100% dos seres humanos. Você diz, quando acordado, que é impressão minha. Que é loucura eu cheirar o seu corpo todo depois de longas doze horas de sono. É, até faz sentido. Mas eu ainda prefiro acreditar que o universo reservou o melhor cheirinho da perfumaria divina pra você. Ou melhor, pra mim. Pra eu cheirar. Pra eu lamber. Pra eu beijar. E aí você se arrepia. E sorri. E me beija de volta, mesmo dormindo. E eu fico pensando que nunca, jamé, nem never more eu conseguiria ser rude ou pouco doce na hora de te resgatar das profundezas do seu sono, que é sempre justo e bonito. Assim como você. E quando aquele raio de sol do meio-dia queima a sua retina por através das suas pálpebras, eu morro um pouquinho. Pra quê acabar com um dos espetáculos mais bonitos do planeta Terra, caro sol? Mas renasço ainda mais feliz assim que você me lança aquele primeiro olhar do dia, seguido de um sorriso, de uma carícia quase que infantil e de um preguiçoso beijo na boca, me chamando pra uma sacanagenzinha matinal e anunciando que, independentemente do que o Climatempo disser, o dia de hoje será mais bonito. Só porque você acordou ao meu lado. Não sei pra vocês, meus amigos. Mas paz, pra mim, é isso.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Sussuro...

São tantas as letras que saem de mim em direção a ele que fez-se uma ponte, uma espécie de arco íris. E todas as noites, antes de dormir, sopro-lhe frases que escorregam da minha janela à dele, até chegarem-lhe ao ouvido. Sussurro saudade e quase sempre uma vontade imensa de ser seu travesseiro, só para cheirar-lhe os cabelos.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

- quartinho dos fundos

Em certo capítulo do passado, eu assumo: tive dúvidas. Tive medo também. Mas quem é que não tem? Quem é que nunca teve que respirar fundo perante uma encruzilhada emocional? Não sei se graças à imaturidade que havia em mim – e que naturalmente ainda há – ou se devido à ganância que o mundo adulto me ensinou a ter, só sei que, em algum momento já ultrapassado, eu não soube dizer, a mim mesmo, em qual cômodo do meu coração eu alojaria você. Juro que eu não sabia. Não fiz por mal. Entregar-lhe o quarto principal, aquele que pouquíssimos tiveram o privilégio de usar, pareceu-me demasiadamente precoce e arriscado. Afinal, aquele lugar – para mim – sempre foi – e ainda é – sinônimo de coisa extremamente séria. Por outro lado, dar-lhe apenas a chave do quartinho dos fundos – aquele com colchão no chão, ventilador pifado e sem janelas – pareceu-me algo pequeno demais para o que eu já sentia por você. Então, enquanto eu respirava fundo e buscava, nos detalhes da nossa crescente convivência, a óbvia resposta para a minha indecisão, deixei você no confortável, porém, demasiadamente impessoal quarto de visitas. Deixei você lá, pois eu não queria lhe perder. Não queria, de maneira alguma, que você saísse dali. E você, felizmente, nunca reclamou de nada. Nunca, por nenhum motivo, pediu-me a chave do quarto principal ou tentou arromba-lo. Apenas se manteve, como alguém que sabia para onde queria ir, paciente. Sei que outros – muitos outros – não teriam esperado o tempo que você esperou pela minha indecisão. Porém, você – especial como só você sabe ser – ficou por lá, sorrindo para porta-retratos que não continham fotos suas e deitado na cama cujo edredom era amarelo – a cor que mais odeia. Mas ficou. Ficou até que eu percebesse que nossas viagens não se tratavam apenas de turismo “boêmio-gastronômico”. Ficou até que eu notasse que naqueles lugares, que muitas vezes eram bem diferentes das fotos que víamos na internet, acontecia um fenômeno raro e extremamente maravilhoso: a convivência harmônica e amorosa entre duas pessoas. Você ficou, sem reclamar, até que eu soubesse o quanto abrir mão de você – ao contrário do que cheguei a pensar – não me tornaria mais leve para voar e sim, um pássaro sem arranque e com defeito nas asas. “Como assim?”, você talvez me pergunte. Eu explico: você, muitas vezes, foi a coragem decisiva para que meus voos saíssem do papel e o pontapé na minha bunda necessário para que eu rompesse a inércia e o comodismo. “E se não der certo?”, eu lhe perguntei. “Aí você tenta de novo!”, você respondeu. “E se o meu dinheiro não permitir mais que comamos fora?”, eu questionei. “Com você, um filé de frango com purê de batatas se torna o melhor jantar do mundo!”, você respondeu. Aí veio a luz: ficar com você, definitivamente, não era deixar de ter todos os outros. Pelo contrário: ficar com você era ter todos os outros – os melhores homens – em um só. Como pude não saber se você era pessoa ideal para o quarto principal do meu coração? Só sei que eu não sabia e que você ficou, sem reclamar, no quarto de hóspedes. Ficou imóvel entre os móveis da minha indecisão infantil e os quadros que pareciam não fazer parte de nenhum movimento. Ficou e, felizmente, não saiu correndo. Até o dia em que eu, pensando em nossas raríssimas brigas e incontáveis alegrias compartilhadas, resolvi mudar, ou melhor, mudá-lo de lugar. Tranquei o quarto de visitas e abri, somente para você, o cômodo principal do meu peito. E, sabe da melhor parte? O vazio foi embora. Um vaso tão grande que não poderia ficar sem nenhuma flor dentro, mesmo que essa flor – diferente da maioria – goste mais dos cactos do que das rosas.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Fica, vai.

Fique um pouco mais. Na geladeira tem aquele suco que você gosta, aquele queijo Minas que você ama colocar no doce e tem pizza de ontem também. Fique. Deve chover daqui a pouco, pelo menos eu ouvi dizer. Mas se não, deve estar quente demais. Sei lá. Fica. Eu ligo o ventilador ou fico te abanando, se você quiser. Fique um pouco mais. Ou muito mais. Tem alguma camiseta e cueca tua perdidas em meu armário. Baixei filmes legais. Fica pra gente ver junto. Fica, vai. Eu lavo a louça e posso ler pra você, também. Posso fazer pão de queijo ou pizza de mentirinha. Eu arrumei a cama pra gente. Ou podemos ficar aqui neste sofá cor de pele. Fique. Lá fora, está perigoso demais, eu vi no noticiário. Há trombadinhas por toda a cidade que assaltam em ônibus ou esquinas. E os taxistas também são maus e podem tentar te assediar ou algo assim. Fica aqui comigo. Eu estou doente. Olha? Estou começando a ficar com febre, tosse ou câncer, sei lá. Minhas mãos estão tremendo e eu sinto que meu coração está acelerado demais esta noite. Fica para cuidar de mim? Fica, vai. Tua mãe pode esperar. Tua ex pode esperar. Tuas amigas que dão em cima de você, também, podem esperar. Até as tuas amigas que não gostam de mim podem esperar. Fica, vai. Manda mensagem ou liga para todos eles e diz que foi por aí. Fica. Tem biscoitos de chocolate na cozinha. Tem livros legais na prateleira. Tem jogo de tabuleiro, baralho ou coisa assim. Tem coisa de beber, de fumar. Fica, droga. Tem seriados legais na Netflix. Eu prometo não te machucar fazendo cócegas. Prometo acarinhar o lóbulo da tua orelha e te fazer massagens também. Ou te colocar no meu peito e te fazer carinho na nuca até você dormir. A gente pode transar, se você quiser. A gente pode falar mal dos outros ou da gente mesmo. A gente pode ficar em silêncio, também. Você realmente quer ir? Tudo bem. Pode ir. Mas me deixe sua boca. Teus braços. Tua voz. Tuas pernas. Teu peito. Ou melhor, vai não. Fica aí, que você é meu pedaço de luz. Você é o todo do tudo que preciso.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

- tempo ♥

"... Depois de um tempo me recuperei Levantei minha auto-estima Resolvi sair por cima Sem pensar que também errei E quando eu quis sair Você voltou Apareceu de novo Quando quase não havia mais você em mim Você voltou Quando enfim pensei que eu tava livre Você voltou Aah, aah! E a nossa história O que vai acontecer? Seja o que Deus quiser Venha o que vier Da forma como for Ah, eu aceito Eu aceito, amor."

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Carta dele, pra você!

Você sabe que não deve fazer cócegas nela porque a machucam? Sabe a diferença dos seus sorrisos sarcásticos e felizes? Sabe que não deve opinar sobre sua família, nem falar mal dos seus antigos namorados? Só de mim, eu sei. Creio que você não tem ideia do que é dormir com ela. Dormir, não foder. Foder, também. Mas dormir. Dormir e acordar ao lado dela. A vida dela é torta. Não se esqueça disso. Ela sempre acorda com sono, mas, quase duas da madrugada, fica se remexendo na cama caçando o tal sono que perdeu pela manhã. Pra ela, tudo tem nome de “coisa”. O controle remoto é uma “coisa”. A bolsa é uma “coisa”. O talher é uma “coisa”. Até o cachorro é uma “coisa”. Certa vez, ela disse mô-tô-sentindo-uma-coisa-estranha. Pra mim, era um mau pressentimento. Ou fome. Ou cólica. Sei lá. Era amor. Amor-coisado, ela disse. Ela me amava, cara. Ela é toda sinais. Corta o cabelo quando quer mudar de vida. Mais de cinco centímetros é porque ela quer revolucionar o mundo. Cuidado nesses momentos. As cores das unhas e das lingeries determinam sua libido. Quando põe batom, pensa em beijar. Brilhos nos lábios, também. Saiba disso, cara. Mas ela, também, sabe fingir. Vai fingir não se importar, ser forte, ser sabida ou esperta. Vai fingir até que não precisa de você, mesmo quando ela estiver com trinta e nova de febre e batendo recordes de espirros por segundo. Não ligue. É porque ela não quer que você a encontre com o nariz todo vermelho, tossindo feio e com a garganta inflamada. Mesmo sem ela deixar, vá visita-la e cuide dela. Por mim e por você. Ela fuma quando fica brava ou quando bebe. Bebe quando quer, sem ocasiões especiais. Certo dia, acordou num domingo bebendo vodca no café da manhã. Mas ela sabe aproveitar um belo achocolatado, também. Vai parecer durona, vez em quando. Mas é menininha, vai por mim. Faça carinho na bochecha. Ela não irá resistir. Ela não se importará em dividir a conta. Caso você proponha pagar tudo, ela não deixará, mas mesmo assim ficará feliz com a tua atitude. E com um tempo, ela irá pagar a conta, também. Muito provavelmente, em alguma quarta-feira qualquer, irá te ligar no meio do expediente só para te passar uma notícia boa e vai dizer quer deseja comemorar no restaurante predileto dela: o japonês na esquina de sua casa. Vai se impressionar com um tanto que ela consegue comer por segundo. Ela gosta de molho teriaki e de sashimi. E não sei se já aprendeu a comer com hashi. Acho que não. Ofereça ajuda. Ela é tão homem quanto todos os homens. Gosta de coxas, bunda, barriga e virilhas. Quando vai à praia, costuma reparar no volume das sungas alheias e comentar com amigas. Mas ela se apaixona mesmo é por bocas. Lábios, sorrisos, mordiscadas e palavras. Quase sempre, apaixona-se por homens de humanas. Adora ouvir sobre psicologia, política, literatura e cultura pop. Mas não fale feito um tolo. Saiba ouvir, também. Caso você ainda não esteja apaixonado por ela, vai ficar encantado quando ela começar a falar suas poesias, Rimbaud, Manoel de Barros e sobre sua vontade de se entender. Ela vive num eterno questionamento sobre si. Faz besteiras e logo se arrepende. Mas acredita que todo erro existe para o aprendizado. Não a julgue por isso. Nem tente entendê-la. Por fim, apenas entenda e aprenda que sem ela, você será como eu: um prisioneiro eterno das lembranças.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

' Mulheres, Malditas Maravilhas '

- "Ela tem uma ótima conversa. Sabe trocar ideias sobre sexo sem pudor nenhum - mesmo sem parecer muito depravada ou coisa assim. Fala de política, religião, sabores de pizza e de viagens inesquecíveis. Mas, vez em quando, não irá falar nada-com-nada, dará meio segundo de silêncio e vai dizer: "Então, é isso", como se essa frase besta fosse explicar algo sem sentido. E eu fico pensando: "então-é-isso-o-quê?". Sério, ela me bagunça."

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

- E até quando não puder ♥

"(...) Como te encontrar assim numa quinta e ter a certeza que desde domingo, eu já sonhava alguém como você. E te esperar chegar do trabalho, fazer hora numa livraria qualquer e ficar imaginando quais livros você leu na infância. Comprar livros novos para você, também. Te dedicar "Secret Garden", do Bruce Springsteen, e os dias de sol. Nos dias de chuva, sorrir do teu péssimo hábito de não levar blusa pra lugar nenhum e dessas suas bermudas surradas e horríveis, mas tuas. Lindas, sendo assim. Sentar em qualquer lugar quando quisermos conversar sobre o dia... Ver teus olhos fechados e teu sorriso-sem-mostrar-os-dentes enquanto a fumaça da água fervendo toma conta do banheiro. Brincar de escrever nossos nomes no espelho, nos cadernos, nas árvores e em nossos corpos. Com-hidrocor-vermelho. Rabiscar você em meu destino. Casar com você sempre que for sexta-feira. Fazer de todos os dias uma nova sexta-feira, mas eternas segundas-tristes quando não estamos lado a lado. Dividir o mesmo prato, o mesmo copo e a mesma casquinha de sorvete meio-a-meio. Ou só chocolate, mas nunca só baunilha. Rir de você bêbado. Rir de você sóbrio. Ri de você blasé. Morrer de tensão ao ver você nervoso. Morrer de tédio com você triste. Ser tua super-heroina com você com medo. Te beijar. Sempre que eu puder. E até quando não puder. Te lamber como uma labradora amigável. Te arranhar como uma gata arrisca. Ser teu bichinho e tua presa. Tua calmaria e tua pressa. Gritar quando você não ouvir meus silêncios desesperados. Berrar palavrões quando eu for exagerar minhas declarações às avessas porque eu te amo tanto que literatura nenhuma conseguiria exemplificar isso, essa-porra, irei dizer. Te ter como se nunca tivesse vivido sem ti. E te amar com medo de lembrar o que é não te ter comigo." Beijos, Cá.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

- EU NÃO CONFIO EM VOCÊ ♥

Digo isso tudo porque não acredito em você. Quer dizer, acredito, mas não confio. É, acho que é isso, não confio em você, mas não é por mal. Não confio porque é assim que eu sou, porque é minha defesa, é meu jeito de me ferir menos, de levantar mais rápido, de ser forte. Não confio em você e também não confio nos outros, nem nos que dizem confiar em mim. Eu não confio em ninguém. Mas nosso caso não é uma questão de confiança, acima de tudo. Mesmo que confiasse, um pouco, talvez, ainda assim, diria o mesmo. Não confio em ninguém, mas se fosse dar minha vida na mão de alguém, ou dividir minha existência entre muitas pessoas, ainda assim, não daria nenhum pedaço a você. Nenhuma lasca ínfima sequer. Não confio em quem me amedronta e não dou o braço para dizer que isso acontece. Mas com você acontece o tempo todo. Acontece porque toda conversa começa com uma espécie de domínio da minha opinião e voz sobre a sua, que assume uma postura estranha de ingenuidade, de inferioridade falsa. Quase sempre, quando eu te olho, você ri e me responde a resposta mais simples de todas, me dá só a verdade, sem rodeios, sem discussão e eu fico sem saber o que pensar. Ninguém pode ser tão simples assim como você é! Mas aí, quando eu estou montada em você, comendo todas as suas opiniões com as minhas vontades, minhas birras e a minha sutil falta de educação proposital, você se abre em uma enormidade assustadora. E faz isso sem pudor, sem aviso, sem nada. Quando percebo estou diante de alguém gigante que surgiu de uma semente que eu nem vi plantarem. É como se enquanto eu falasse você fosse um lagartinho, um tritão, um calanguinho sem cor. Mas quando, por algum motivo, decide falar, se transforma em dragão e abre as asas, rasga as paredes, derruba tudo ao redor, faz-se espaçoso e gigante para calar a minha boca ainda sorrindo, bebendo goles curtos de um copo de vidro sentado do outro lado da mesa. Eu morro de ódio disso. Não tenho estrutura psicológica para aguentar alguém assim na minha vida. Não posso ter quem não controlo, nem gente que, se der na telha, me desdobra e ainda tem a cara de pau de dizer que está tudo bem. Eu não dou o braço a torcer. Nunca disse nada disso antes, eu sei, mas mesmo que eu seja muito firme na queda, acho que em alguns momentos, nos mais intensos, você percebeu que eu estava me borrando de medo. Não é um medo comum, daqueles que a gente tem vontade de fugir correndo e não olhar pra trás. Teu medo, esse que você me causa, me adoça a boca como se fosse uma hipnose. Meu medo é exatamente desse tipo doce de ameaça que você me oferece. Nunca me obrigou a nada, nunca foi rude, nem grosso, nem sequer levantou a voz para mim. Qualidades que eu nunca quis reconhecer, mas poucos homens me trataram tão bem como você me trata. Mas eu sei que você sempre se esforçou para entrar dentro de mim, fosse no coração, em outras épocas, ou na mente, como agora. Meu medo vem dessa busca que você iniciou por uma brecha na minha armadura. Vai que um dia você acha, como eu vou fazer? É por isso tudo que não confio em você. Não posso dar-me, nem inteira, nem em partes, para alguém que me deixa ganhar umas, pra me deixar confiante demais e reagir de repente, sem aviso prévio, para me pegar desprevenida e nunca mais perder de novo. Ainda tenho meu orgulho. Não quero um dia te contar de uma desilusão amorosa besta, ou de uma decepção em casa, ou de uma briga no trabalho, e, no meio do meu discurso cheio de razão, você crescer pra cima de mim e me convencer de que eu estou errada. Odeio a sensação de que, a qualquer momento, vão me quebrar no meio, me fazer perder a fala, a ideia, o fluxo de consciência. E é nessa repulsa que mora meu maior dilema. Sinto que, quando conversamos, a todo momento você vai fazer sua metamorfose mental e passar da lagartixa a dragão e eu vou ficar com cara de idiota, frágil, vulnerável, aberta em todos os sentidos para qualquer coisa que você me disser. Mas, ao mesmo tempo, a cada vez que abro minha boca para dizer uma novidade e dou de cara com o seu rosto interessado, com a sua testa franzida fazendo associações e comparações silenciosas durante a história, percebo que só vale a pena contar para você. Nenhuma história é tão legal chegando aos ouvidos dos outros. Eles só me julgam, ou não dizem nada, porque só conhecem os meus defeitos e só sabem me ver assim. Você me conhece, e conhece meu mundo, e mistura com o seu e, de repente, vê tudo de um jeito novo. Contar para você é melhor, a sua reação é melhor, a sua curiosidade e interesse são mais sinceros. Sinto que ninguém mais está tão afim de ouvir o que eu tenho para dizer quanto você, quando a gente conversa. Te vejo como um tipo de engolidor de verdades, como um tamanduá que suga o conteúdo de dentro dos buracos mais escuros. Você me vem com essa língua infinita, enfia na minha orelha, lambe meu cérebro com calma, me fecha os olhos, me deixa levitar, me domina com calma, essa sua calma filha da puta que não acaba nunca e me rouba todas as verdades que eu não queria contar. Você é um ladrão dos meus sentimentos e das minhas verdades. Aí eu digo que é brincadeira, ou que você não entendeu nada e mudo tudo, mas no fundo já sei que você entendeu a realidade toda. É por isso que não confio em você. Não confio em quem me rouba, nem em quem me domina, nem em quem me engana, nem em quem me induz, nem em quem me manipula, nem em quem me cerca, nem em quem me ganha, nem em quem me prende, nem em quem me larga ao léu, nem em gente assim como você, que é tanta coisa que começa a ficar sem adjetivo e passa a puxar substantivos abstratos para se definir, como tamanduás, dragões, gigantes, calangos, ladrões, mágicos, hipnotizadores e larápios. Você é um monte de coisa que eu não estou acostumada a ver e é por isso que não confio. Meu medo de você e de tudo que você é está acima de qualquer mudança: minha confiança você nunca terá.

E se?

E se tudo isso for apenas uma maneira simples de sairmos da vida um do outro? Mas, e se for a maneira apropriada de ficarmos juntos, de uma vez por todas? E, se, esse tempo, essa falta de contato for imprescindível para um bom futuro? Quem sabe? Quem explica? O que fazer? Vai, responde pra mim. Não sabe né? E porque eu tenho que saber? Porque tenho que explicar? Porque temos que brigar para por tudo em pratos limpos? São muitas perguntas não? então vamos lá, as respostas... O problema não é você e muito menos eu, são os fatos, é tudo que acontece embaixo de nossos olhos e simplesmente deixamos pra lá. Você me deixou quando eu mais te queria, sim! Eu te queria inteiramente pra mim, egoistamente, justamente, só pra mim. Porque é isso que você é, MEU. Você abriu uma brecha que não deveria ter sido aberta, e destruiu o meu coração. Juro que eu não queria que fosse assim, mas aconteceu, pessoas surgem em nossas vidas. Pessoas tão especiais e tão diferentes de você, mas, ainda sim, você é o meu ponto fraco. Eu finjo que você não existe, não tenho contato, e não quero ter. Você me faz tão bem e tão mal... Por quê? Porque a vida com você é tão gostosa e intensa, mas eu não consigo te deixar entrar nela completamente, você tem o dom de me roubar inteira pra você. Sim, isso é só você quem faz. Medo? Não! Incerteza? Não! Falta de amor? Também não. Sabe, nesses últimos tempos, tenho crescido, e pensado muito em tudo o que vivemos e sabe qual foi a conclusão? Te deixar foi a melhor coisa que eu fiz, porque já estava me perdendo em você. Covarde? Sou não. Só não posso soltar essa ardente paixão assim, e deixar você me levar. Desculpe, mas eu vou ficar aqui, assim, Sem você. Beijos, Camila Ribeiro.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

- Sai de fininho ♥

Eu realmente precisava ir, e só saí antes da hora porque queria levar comigo somente as lembranças imaculadas do nosso auge e sabia que só assim conseguiria fazer com que nosso caso durasse para sempre. Eu saí de fininho naquela noite, pois não queria esperar mais e correr o risco de presenciar a natural decadência de nossa gana incontrolável. Eu saí antes que nossos beijos infinitos virassem apenas selinhos apressados, sem gosto, presença de língua ou demonstração de fome. Eu saí antes que faltasse conversa em nossos passeios de domingo e antes que o volume do som do carro não fosse mais diminuído para que pudéssemos ouvir o som de nossas vozes. Saí antes de virarmos rotina, silêncio irreversível, acomodação covarde e pena um do outro. Eu saí morrendo de vontade de continuar ali, com meu pé encostado no seu e meu braço dormente debaixo de seu pescoço, mas sabia que precisava ir enquanto ainda havia tempo para congelar aquele sonho, perfeito como só ele foi. Confissões de um Cafamântico Autor: Ricardo Coiro Editora: Schoba 1ª edição – 2013 – 168 páginas R$30,00 Compre Aqui Esse texto eu li Aqui Beijos, Camila Ribeiro